Há dias venho tentando colocar as emoções no eixo, e seguir a estrada mais leve, mas anda complicado....
Tenho encontrado muito pouco sentido nas coisas que ando fazendo. E o final do ano ainda está longe.
Tem umas coisas que andam me incomodando, que eu não estou achando lugar certo para guardar, ás vezes é muito mais fácil a gente passar pelo lado das coisas... Eu sempre fui assim as coisas que andavam me incomodando eu guardava até que chegasse a hora certa, de parar e mexer, mas essas coisas que andam me atormentando já guardei em todos os lugares possíveis e vira e mexe eu acabo esbarrando nelas...
Ás vezes tenho a sensação que vivo um dia após o outro, não consigo encontrar sentido em mais nada, ainda hoje de tarde estava pensando no tempo que antes de dormir, eu rezava e pedia um monte de coisas, hoje minhas orações sempre finalizam com: -Papai do céu protege minhas três mães!
Eu troco de lugar, ocupo outra posição e os sentimentos não mudam, mas sinto que vão mudar, talvez o meu maior medo esteja relacionado a isso, que as pessoas que são personagens principais na minha história passem a ocupar um espacinho mínimo no meu mundo, e isso pra mim não basta! Nunca bastou! Ou ocupam boa parte ou prefiro que se vão..
Nunca gostei por metades, nunca me conformei com pouco, nunca gostei de gente "meia boca"... Pessoas assim me cansam e a convivência se torna insuportável!
Intensidade, espontaneidade e doação sempre foram minhas maiores características... Essa intensidade toda muitas vezes me faz sofrer e tantas outras me proporciona sentimentos e momentos plenos e incríveis que se eternizam no meu imaginário!
A espontaneidade faz com que eu conquiste muitas pessoas, até mesmo aquelas que não valorizam os sentimentos né Manu?
A doação, agora que aprendi a lidar com ela, porque sempre ela me trouxe muitos aborrecimentos, por esperar das pessoas mais do que elas poderiam me dar e muito outros aborrecimentos por eu decepcionar as pessoas por elas esperarem mais do que eu poderia oferecer. Essa doação, defino ela como uma face do amor, e essa face de todas as pessoas que me cercam, só tenho por 4 delas. Minhas 3 mães e meu irmão!
O amor pela minha mãe, é uma coisa que não sei nem como explicar... Apesar da nossa diversidade de pensamento, ela é meu alicerce, meu chão, eu sei que aconteça o que acontecer ela nunca vai desistir de mim!
As outras duas e o Ricardo o amor não é igual, mas é SEMELHANTE, porque é como se fosse um pedaço, mas não um braço, uma perna porque isso se pode viver sem, o coração já sabe mais viver sem elas! É amor sem distância, sem tamanho e sem limites! Pelo menos da minha parte!
Engraçado nesse blog é que hoje parei para escrever e contar que ando numa busca, que não sei o que é, e me pego escrevendo coisas que estão resolvidas dentro de mim!
Acordo cedo, saio de casa, fico em uma escola, onde as crianças que chegam, trazem histórias de vida na bagagem que nem sempre são um sonho, e isso já mexe comigo, se eu pudesse traria todas pra casa...
Eu não sei porque o sofrimento de qualquer pessoa me deixa tão vulnerável, tão agitada, principalmente o das crianças!
Isso me deixa de alma agitada, me faz caminhar na rua com passos largos, e pensamentos confusos, e ao mesmo tempo me sinto tão impotente...
Me pergunto: -O que leva uma mãe colocar tantas crianças no mundo e abandoná-las a própria sorte?
Eu tenho esse lado que se fragiliza em qualquer coisa relacionada a mãe!
(Lá vem eu com esse assunto de novo)...
Tá então eu saio dessa escola, e vou para outra que é de formação de professores, onde as gurias muito pouco querem saber, isso me deixa buzina!
-E o futuro das nossas crianças como que fica?
Eu sempre levei tudo tão a sério, do meu jeito sarcástico, mas quando as coisas eram sérias, eram sérias!
Tá certo que não posso me basear por mim, afinal, vivemos em um mundo plural, onde a gente precisa conviver, aceitar e respeitar as diferenças!
Mas também não me impede de pensar que na maioria das vezes, é falta de laço!
É DESSE LAÇO QUE O MUNDO PRECISA! O LAÇO DO AMOR! AMOR AS PESSOAS E AS COISAS QUE FAZEMOS!
-As coisas que posso sonho aos poucos, e as que não posso dou fim.... (Marenco)